sexta-feira, 9 de abril de 2010

fuga gotica



Estou preso

Preso em um turbilhão de sentimentos

Preso em um mar de pensamentos

Acorrentado a falta de oportunidade

Junto com o peso da saudade

Em meus pés bolas de chumbo pendem

Em minhas mãos correntes de aço apertam

As pessoas que me vêem não entendem

Que o seu olhar de pena não mais me afeta

Estou preso não morto

E mesmo que não vá ser solto

Estarei em liberdade

Na loucura ou na sanidade

Mesmo que não pareça verdade

Eu caminho para um destino

Algo que é até propicio

Algo real e belo

Isso tudo é ossos do oficio

Um corrente depende de cada elo

E as correntes que me prendem

Não sabem o quão sou forte

São correntes de torturas

Mas não sentenças de morte

E mesmo que a morte fosse

Não estaria perdido

Fariam com ela um pacto

Ou melhor, far-lhe-ia um pedido.

Pediria a em casamento

E sei que seria atendido

Não é loucura ou desespero

Tampouco um medo de arrependido

Mostrarei que a vida é uma sorte

E quando menos esperassem

Lá estaria eu

Feliz, casado com a morte.

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